Angu da Ana – antigo Angu do Gomes

Já comi coisas gostosas, mas hoje especialmente tive o prazer de experimentar (e muito) o Angu da Ana.

Sempre ouvi falar (muito bem) do Angu do Gomes, e agora – há pouco mais de um mês – trabalhando na Infoglobo eu havia descoberto que o restaurante que meus colegas chamavam de “Galeto” ou “Galeto 183″ era o mesmo titular desse nome.

Quando o Gomes se aposentou o restaurante foi passado a frente. Mas uma saudosa portuguesa que frequentava o lugar desde criança se preocupou com a extinção da antiga receita e passou a tomar conta do local.

Com a receita secreta em mãos, o restaurante hoje é o mais balado da área, precisando chegar bem cedo ou reservar para conseguir um lugar à mesa.

Eis que frequentando o restaurante, decorado com estilo bem português e fotos de diversos clientes que passaram ali, tive a oportunidade de ler uma notícia de jornal imortalizada em uma moldura. Assim descobri a conexão daquele “Angu da Ana” que era anunciado no cardápio todas as quartas feiras.

Como a semana é corrida eu demorei a ter uma oportunidade certa de ir lá experimentar, mas já havia prometido à Dona Ana que viria. Hoje foi o dia. Cheguei lá às 14:20 e ainda havia fila para entrar. Resisti à minha fome e aguardei, com a ajuda de um ótimo chopp tirado na pressão. Quando me sentei à mesa ainda pedi uma maravilhosa linguiça na brasa para ‘abrir o apetite’.

Não demorou mais de 10 minutos. Fui servido por duas enormes cumbucas. Uma com o ensopadinho de carne, com pedacinhos com e sem osso e a outra cumbuca com aquela massa de fubá decorada com salsa, hortelã e tomate.

Pensei que o arroz faria falta, mas nem reclamei. Pedi mais um chopp e me servi, o garçom já tava longe.

Chegada a hora de desgustar de fato a comida: eu tive de renunciar todas as demais vezes que comi angu antes daquele. Sei que é uma massa simples, mas aquilo realmente se defaz na boca. O sabor é impecável ou é um próprio pecado.

Apesar de ter sido informado que o prato seria para apenas uma pessoa, tudo que me foi servido daria pra até 3 pessoas comerem numa boa.

A carne se desmanchava, fazendo com que o osso se soltasse facilmente. Aquilo era divino.

Naquele momento em que eu degustava eu só acreditava mais que se um músico estivesse ali ele iria compor uma bela Bossa Nova carioca – mas à baiana para cada Angu devorado.

Na hora de pagar a conta, nada alta apesar de um pouco acima da média, eu fui recebido no caixa pela Ana, como ela faz de costume com a maioria dos fregueses locais. Não havia comentário melhor: “Eu comi angu”. Foi a melhor expressão que tive no momento.

Para quem ainda não teve essa experiência, recomendo: Angu da Ana ou Galeto 183, na Rua de Santana, 183, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Próximo ao edifício “Balança mas não cai”.

Veja como chegar lá pelo Google Maps:

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