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O mito sobre a desnecessidade do Google Analytics

Nessa semana uma revista digital de abrangência expressiva publicou um artigo um tanto curioso. Trata-se de uma dissertação que defende a ideia de que o Google Analytics atualmente é impreciso e, portanto, falho e ruim. Assim, o mesmo deve morrer.

Não sou especialista em SEO, mas realmente essa notícia foi deveras sensacionalista e seu conteúdo é um tremendo equívoco.

Provavelmente eu não responderia da forma mais técnica como um analista de SEO. Logo, prefiro copiar o texto de uma resposta ao artigo bem apropriada na ocasião:

Eduardo Cereto Carvalho disse:

Olá sou certificado Google Analytics e trabalho com isso a algum tempo. Percebi que temos algumas opiniões erradas e conflitantes aqui e queria tentar esclarecer um pouco as coisas.

Não faz sentido afirmar que essa nova opção vai acabar com o Google Analytics. Na realidade nem faz sentido dizer que isso vai afetar de algum jeito as medições online. Vou explicar melhor.

Os erros sempre estiveram e sempre estarão ai, é uma característica da internet e as ferramentas de Web Analytics foram construídas com essa premissa. Todas as análises em uma ferramenta de Web Analytics são feitas em cima de trends, ou seja comparando uma mesma métrica em dois diferentes períodos. Portanto não interessa se existe um erro ou pois este será homogêneo o que não vai alterar a comparação.

As ferramentas de Web Analytics são excelentes para realizar análises para dizer se o seu site melhorou ou não e exatamente em qual aspecto, com que tipo de usuários, etc. Mas realmente não é uma ferramenta ideal para compara audiência com outros sites. Cada site pode usar uma metodologia de medição dierente que pode distorecer bastante os dados. Existem ferramentas especificas para medir audiência como a da Ibope/Nielsen e ComScore. Se você quer vender anúncios no seu site é melhor aparecer bem nessas ferramentas.

Voltando as ferramentas de Web Analytics existem basicamente 2 tipos. As baseadas em tags e as baseadas em logs. O Google Analytics é baseada em tags e o Urchin pode ser tanto baseado em tags quanto em logs.

A extensão que o Google lançou tenta dar uma escolha clara para o usuário se ele quer ou não ser incluído nas medições pelo Google Analytics. Mas o usuário sempre teve como impedir estas medições. Ele pode usar o adblock, pode desabilitar javascript, pode desabilitar cookies, etc. Além disso tem outros fatores que podem impedir as medições independentes do usuário como latência de rede, firewall corporativo. Isso gera um erro real nos dados das ferramentas de Web Analytics, porém esse erro numa base amostral grande é consideravelmente constante o que o torna previsível.

As ferramentas de logs não são afetadas pela maioria dos problemas que causam erros nas ferramentas de tags. Porém outros fatores ainda mais impactantes afetam seu funcionamento sendo o mais importante “cache”.

O próprio Google sugere que o Urchin seja configurado para usar tags ao invés de logs. Pois deste modo é possível capturar mais informações sobre a navegação e interações do usuário e com uma confiabilidade maior (mesmo com todos os fatores que impactam nas medições por tags).

Quem ainda tiver dúvidas e interesse eu sugiro que procure uma opinião mais profissional de alguém do mercado de Web Analytics. Para começar sugiro o seguinte whitepaper sobre exatidão em ferramentas de Web Analytics.

http://www.advanced-web-metrics.com/blog/2010/04/23/understanding-web-analytics-accuracy/

Agora sim fica bem mais interessante refletir, não?